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  • Riven PSVR2: Análise – A Ilha Que Me Hipnotizou no Saturn Agora Me Coloca Dentro da Aventura

    Riven PSVR2: Análise – A Ilha Que Me Hipnotizou no Saturn Agora Me Coloca Dentro da Aventura

    Depois de me surpreender com Myst no PSVR2 (cuja análise você confere aqui no site), chegou a hora de encarar sua sequência direta. Riven sempre foi o jogo que mais me intrigou na frente da TV do Sega Saturn. Eu passava horas tentando desvendar seus mistérios e, lá no fundo, desejava poder caminhar por aquele universo, descobrindo cada maravilha com os meus próprios olhos — e não apenas através de uma tela. Com Riven PSVR2, esse desejo se torna real de novo. E o salto para a realidade virtual é, mais uma vez, o grande trunfo da experiência.

    Dê o play e sinta a atmosfera do mundo de Riven:

    Trailer oficial de Riven para PSVR2 – Explore um mundo à beira do colapso, resolva puzzles e faça um resgate ousado.

    O grande motivo para comemorar em Riven PSVR2 é o grau de imersão que a realidade virtual proporciona. O simples fato de interagir com objetos usando os gestos dos controles Sense do PSVR2, em vez de apertar um botão enquanto olha para a TV, muda tudo. Acionar alavancas, girar mecanismos e examinar itens com as próprias mãos faz com que o mundo de Riven ganhe uma presença palpável. É exatamente o que eu sonhava na época do Saturn, e a Cyan Worlds conseguiu entregar essa sensação de forma convincente.

    Lentes embaçadas

    Só que essa adaptação não atinge novos patamares porque a apresentação visual deixa a desejar. Assim como comentei na análise de Myst, o jogo está um tanto embaçado nas lentes do headset da Sony. Falta a renderização dinâmica ocular (foveated rendering) para garantir uma nitidez à altura de títulos como Red Matter no PSVR2. Fico imaginando como seria sensacional experienciar esta versão de Riven com a qualidade visual daquele jogo. Enquanto isso, sigo na torcida para que os desenvolvedores tragam um upgrade visual, porque, rodando no PS5 base na TV, o visual deste clássico me agrada bastante — é dentro do headset que a mágica tropeça.

    Outro ponto que merece destaque positivo é a localização para português do Brasil. Entender os diálogos e textos sem depender de um dicionário mental é um alívio imenso, ainda mais se comparado ao perrengue que passei na versão de Saturn lá atrás. Isso ajuda a mergulhar na história de traição familiar e na mitologia das Eras sem barreiras.

    Riven PSVR2 já está disponível na PS Store brasileira por R$ 179,90 e também pode ser aproveitado na TV como um jogo tradicional de PS5, com direito a ray tracing, HDR e 4K. Se você prefere jogar fora da VR, a experiência continua impecável — e o visual, curiosamente, brilha mais na tela plana do que nas lentes.

    No fim, Riven PSVR2 realiza o sonho de entrar no universo que me hipnotizou na infância. Apesar do deslize na nitidez, esta é a minha maneira favorita de revisitar o clássico. Continuo torcendo por um patch que explore a renderização dinâmica ocular e coloque Riven no mesmo patamar técnico de outros pesos pesados do PSVR2. Com esse ajuste, a jornada seria simplesmente definitiva.


    Sobre Riven (PSVR2) – Informações oficiais

    Viaje para Riven, um mundo lindo e misterioso à beira do colapso. Explore selvas densas, cavernas assombrosas e estruturas monolíticas, resolva quebra-cabeças astutamente integrados à narrativa e revele os segredos de um lugar curvado aos caprichos de um homem que se vê como um deus. A história se desdobra no ambiente — cada detalhe é uma peça de um quebra-cabeça maior.

    Criado pela Cyan Worlds, este remake foi construído do zero com movimento livre em 3D em tempo real, visuais refeitos, áudio remodelado e uma narrativa expandida que se mantém fiel ao original de 1997. Riven para PS5 e PSVR2 suporta ray tracing (ativável via Modo Desempenho), HDR, 4K e é otimizado para PS5 Pro. O jogo conta com localização completa de interface, diálogos e legendas contextuais, inclusive em português do Brasil.

  • Myst PSVR2: Análise – A Ilha Misteriosa Como Você Nunca Viu (Ou Quase)

    Myst PSVR2: Análise – A Ilha Misteriosa Como Você Nunca Viu (Ou Quase)

    Um dos maiores clássicos da minha infância finalmente chega ao PSVR2, e com ele a chance de realizar um sonho que cultivei na época do Sega Saturn. Lembro-me de ficar imaginando como seria caminhar de verdade pela ilha de Myst, não apenas assistir pela TV. Agora, com o headset de realidade virtual do PlayStation, eu realmente estou dentro do jogo, me deslocando e interagindo com cada canto daquele mundo enigmático. Esta é a minha análise de Myst PSVR2.

    Dê o play e sinta um pouco da atmosfera da ilha em realidade virtual:

    Trailer oficial de Myst para PSVR2 – As Eras de Myst ganham vida com áudio remodelado e interações por gestos.

    Myst sempre foi uma aventura de ritmo próprio, construída sobre enigmas e quebra-cabeças que revelam a história aos poucos. E é exatamente por isso que não recomendo pressa. O título que já foi um dos mais vendidos do PC nos anos 90 pede calma; a verdadeira satisfação da coisa está no momento em que cada solução se encaixa. Essa nova versão, refeita do zero pelo estúdio Cyan, entende isso e oferece uma experiência que respeita o tempo do jogador, ao mesmo tempo que convida veteranos e novatos a explorarem as Eras de Myst com um novo olhar.

    De volta aos anos 90

    Para quem, como eu, guarda Myst na memória afetiva, a inclusão do modo que randomiza as soluções dos puzzles é uma ótima adição. Graças a ele, você não consegue se apoiar no que decorou décadas atrás — a ilha volta a ser uma incógnita, exigindo observação e raciocínio. Outro acerto enorme é a chegada das legendas em português do Brasil. Finalmente, os segredos das Eras podem ser acessados no nosso idioma, sem barreiras.

    O verdadeiro destaque de Myst PSVR2, contudo, é a interação com o ambiente. Tudo é feito por gestos com os controles Sense do PSVR2: acionar alavancas e girar manivelas por exemplo. A resposta tátil convence, e a sensação de presença é entregue. Infelizmente, a qualidade da imagem dentro do headset não acompanha essa excelência. A renderização surge um tanto embaçada, distante do padrão que jogos como Of Lies and Rain, Gran Turismo 7, Horizon Call of the Mountain e No Man’s Sky entregam no PSVR2. O estúdio optou por não utilizar a renderização dinâmica ocular (foveated rendering), e essa ausência pesa em momentos que pediam nitidez cristalina.

    Finalmente na ilha misteriosa

    Ainda assim, o ganho de imersão é brutal, e não penso duas vezes para dizer que esta se tornou a minha forma favorita de revisitar o clássico. Mesmo com aquela voz na mente dizendo que poderia ser ainda melhor, sigo explorando cada cenário com o mesmo encantamento de quando era criança — só que agora, literalmente, dentro da ilha. O jogo é vendido na PS Store brasileira por R$ 180,00 e também pode ser aproveitado na TV, como um título tradicional de PS5.

    No geral, gostei do que Cyan trouxe para Myst PSVR2. É como se a ilha misteriosa finalmente me deixasse entrar. Apesar do deslize visual, esta versão ocupa o topo da minha lista. Mas confesso que sigo na torcida para que um update corrija a qualidade gráfica nas lentes do PSVR2. Com aquele empurrãozinho da renderização dinâmica, a experiência seria definitiva.

    Sobre Myst (PSVR2) – Informações oficiais

    Boas-vindas a Myst: uma ilha absolutamente bela, estranhamente tingida de mistério e envolta em intrigas. Viaje para a Ilha de Myst e para outros locais deslumbrantes, há muito adormecidos (chamados de “Eras”) e comece a desvendar o mistério no qual foi lançado. Conforme você desvenda o que aconteceu na ilha, descobrirá que está desempenhando um papel fundamental em uma história épica cujo final ainda não foi escrito. Explore conexões mais profundas nestas Eras impressionantes e surreais, descubra uma história de traição familiar cruel e faça escolhas que afetarão você e o próprio mundo de Myst.

    Cyan, o estúdio indie criador do adorado clássico, reformulou Myst. Montado do zero, o jogo conta com artes novas, sons inéditos, interações reformuladas e a aleatorização opcional de quebra-cabeças. Pela primeira vez na história de Myst, o jogo está disponível em vários idiomas por meio da interface do usuário localizada, incluindo diálogos e legendas contextuais. E o Ray Tracing também está presente na opção Modo de Desempenho para hardwares compatíveis.

  • Pirates VR Jolly Roger – Pirata do Caribe

    Pirates VR Jolly Roger – Pirata do Caribe

    Você acaba de chegar a uma remota e assustadora ilha do Caribe para tentar encontrar o lendário tesouro de Davy Jones. Pirates VR Jolly Roger promete entregar uma aventura pirata emocionante com tesouros, armadilhas, inimigos, mistérios e muito mais.

    A desenvolvedora Split Light Studio lança no dia 14 de Janeiro Pirates VR Jolly Roger para PC VR via Steam. E já confirmou que há uma versão do game para PSVR2 em desenvolvimento, prevista para chegar entre abril e junho deste ano.

    Em Pirates VR nossa missão é sobreviver a todos os perigos que a jornada em busca do tesouro em uma ilha amaldiçoada irá trazer.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Praia Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Praia

    Felizmente temos a companhia de nosso papagaio pirata, que não perde uma oportunidade para fazer piada nossa cara, mas também dá dicas úteis ao longo da campanha.

    Ao chegarmos a praia o game começa a inserir suas mecânicas básicas. O detalhe aqui é que a primeira impressão é muito boa, porque visualmente falando o game agrada.

    A ilha caribenha é convincente e os gráficos estão nítidos no headset. Os visuais no geral são bons, eventualmente encontrei uma ou outra textura que deixou a desejar, mas não compromete a experiência.

    Aventura diversa

    Eu levei 4hs para terminar a campanha que é bem linear. No entanto ela é diversa porque mistura coisas como quebra cabeças, escaladas, combate, luta contra chefe e exploração de baixo da água.

    O game oferece também dois desafios: de escalada e arremesso de machado. Para desbloquear ambos é necessário ter moedas de ouro e objetos preciosos o suficiente.

    Estes podem ser encontrados espalhados pelos cenários e são um incentivo para abrir todos baús, quebrar vasos, abrir tumbas e explorar cada canto do game.

    O início da campanha foca em explorar a praia em busca de um caminho para as cavernas onde o tesouro está escondido. No inicio só escalamos, nadamos, aprendemos a usar o inventário e a juntar partes para criar ferramentas úteis.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Prisao Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Prisão

    Ao avançarmos para dentro da caverna somos apresentados à lanterna que além de iluminar o caminho tem poderes mágicos. Ela pode mostrar símbolos ocultos e não visíveis a olho nu e também atacar mortos vivos que habitam as áreas mais escuras da ilha.

    Só mais para a metade do game é que finalmente encontramos um revolver antigo. Temos apenas um tiro antes de precisar recarregar a arma. Foi um pouco estranho no começo, mas depois de um tempo eu já estava acostumado.

    Felizmente os desenvolvedores simplificaram o processo e basta levar o revolver a região da cintura em que estão armazenadas as munições para recarregar.

    Falando em armazenamento, ao segurar o botão do controle ele abre nosso inventário, que inclui os espaços de acesso rápido em que armazenamos a arma e lanterna.

    Guardando itens

    Além dos coldres nas laterais da cintura, também podemos acessar itens de forma rápida sobre os ombros.

    Apesar de Pirates VR Jolly Roger ter implementado bem a mecânica de escalar. Eu fiquei com a sensação de que para todo o restante a coisa é um pouco desengonçada.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Caverna Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Caverna

    Demorei um tempo para me acostumar com o disparo da arma que para mim parecia ter um certo atraso. Além disso, a posição em que era preciso segurar o controle para mirar o disparo é pouco usual.

    Ao longo do game a interação com alavancas e o simples ato de coletar objetos também são desengonçados. No entanto, eles não comprometem a experiência, dado que esse tipo de coisa é de alguma forma esperada para jogos indies.

    O que me causou alguma frustração nesta área foi o combate corpo a corpo. Usei o machado e mais tarde uma espada de um inimigo e coisa não fluiu muito bem. Tanto que acabei ficando nas armas de fogo para resolver os combates que surgiram.

    Como uma boa jornada de Pirata do Caribe, ela conta também com armadilhas, enigmas e quebra cabeças. E no geral achei o nível de dificuldade nesta área adequado.

    A luta contra o chefe é legal, o encontramos em dois momentos e seu desafio é moderado. Para ser sincero não acho que este seja um game difícil. Mesmo optando pelo combate com arma de fogo na maior parte do game, não faltou munição. Assim como não faltaram maçãs para recuperar vida e óleo para a lanterna.

    A narrativa aqui se resume a clássica história de pirata, não tem nada de novo. Por isso, a ausência de legendas em nosso idioma não deve fazer tanta falta.

    Papagaio “quinta série”

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    Pirates VR Jolly Roger – Papagaio de pirata nas câmaras

    As interações e menus são de alguma forma intuitivos para quem já joga vídeo game há algum tempo. No entanto, algumas dicas e piadas do papagaio são uma perda importante, já que o áudio do jogo está apenas em inglês.

    Falando em áudio ele cumpre o necessário, mas notei que deu uma escorregada quando o som de passos na areia se manteve enquanto eu caminhava num terreno coberto de água no inicio do jogo.

    Eu gostei do ritmo do jogo, ele vai introduzindo complexidade aos poucos. Mas confesso que no início a coisa está mais para um walking simulator que um game de ação.

    O combate demora para aparecer e é inserido em camadas, primeiro com a lanterna, depois com a arma de fogo. Acho que isso pode frustrar os jogadores mais ávidos por ação.

    Eu joguei a versão de PC VR via Steam usando meu PSVR2 e não pude deixar de notar a ausência do feedback tátil dos gatilhos adaptáveis e na cabeça. Espero que os desenvolvedores incluam estas adições na versão de Playstation VR 2, porque elas elevam a imersão.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Templo Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Combate no templo

    Vale a pena?

    Pirates VR Jolly Roger é uma aventura pirata emocionante que mistura ação, quebra cabeças, combate e exploração em VR em um universo muito bonito.

    As quatro horas de campanha foram agradáveis e mesmo que o jogo seja um pouco desengonçado para algumas coisas, eu o recomendo.

    Pirates VR Jolly Roger é sem dúvidas a forma mais rápida e divertida que conheço de me colocar na pele de um pirata do Caribe.

    Eu realizei a análise do game com um cópia de avaliação gentilmente enviada pelo estúdio. Agradeço a confiança em nosso trabalho.

  • MiceGard – entre lendas, ratos e sapos

    MiceGard – entre lendas, ratos e sapos

    Em MiceGard somos convidados a explorar o simpático mundo de Rodentholm, e damos vida à saga de Micel, um roedor guerreiro de seu vilarejo. Somos imersos em lendas nórdicas e brigas entre ratos e sapos.

    O jogo, uma aventura desenvolvida pela Game Dynasty Studio, foi lançado no começo de 2024 para Windows , e no final do mesmo ano para Playstation 5.

    Apesar de apresentar visual fofinho, MiceGard possui história com reviravoltas, traições, mortes de ratinhos crianças e afins. É digno de sua raiz nórdica.

    No começo da trama somos levados ao campo de batalha com outros ratos de seu vilarejo. Movimentamos todos os ratinhos de uma só vez, fazendo com que cada ação tomada envolva todo o squad.

    Modos de batalha simples, mas convidativos

    Em batalha temos três opções de formações para o grupo, e cada escolha pode fazer a diferença a depender da situação e dos inimigos do jogo.

    No primeiro modo de batalha, os roedores se perfilam em formato de triângulo, atirando flechas, além de ser capazes de dar um dash para atingir os inimigos que se aproximam. A habilidade é especialmente útil em momentos que o combate à longa distância é a melhor alternativa.

    No outro modo os ratos se colocam em círculo, formando um eficaz cinturão defensivo, que me ajudaram muito em momentos que os inimigos surgiam de todos os lados ao mesmo tempo.

    A terceira possibilidade é a que dá liberdade aos dentuços para partirem para a porrada individualmente. Esse modo torna o grupo miais vulnerável, mas pode ajudar em situações igualmente caóticas.

    O modo de batalha e a mecânica são simples assim. Os inimigos não são variados e não há grandes alterações nos mapas (além de dois modos diferentes que visitamos brevemente). Ah, a barra de vida é única para o grupo todo, então se um ratinho toma dano, todos se machucam.

    Ao terminar cada etapa, os ratos voltam ao vilarejo, onde temos a oportunidade de reconstruir a estrutura do local (destruída no meio da trama). É, inclusive, como podemos melhorar os atributos do grupo.

    São treze mapas no total, além do chefe final, o sapo gigante Toadon, que cá entre nós, não exige grandes esforços para que possamos derrotá-lo.

    Vale a pena?

    Fiz a gameplay toda do jogo em aproximadamente 4 horas, que foram mais que suficientes para explorar toda a história, me ambientar com a jogabilidade simples e, principalmente, me divertir.

    O jogo acerta naquilo que ele entrega de mais evidente: é despretensioso – e nasceu para isso – mas proporciona momentos agradáveis e divertidos.

    É o típico jogo que eu indicaria para um amigo entediado que quer passar o tempo e esquecer os problemas da vida cotidiana. MiceGard nos presenteia com uma jogatina leve e descomplicada, que, em tempos de complexos jogos AAA altamente competitivos, nos faz lembrar que a essência de um título deve ser a de entreter, e isso o jogo faz bem.

    É bacana nos reconectarmos com jogos assim, o que, inclusive, me fez levantar o seguinte questionamento: por que não dar chance a games que buscam única e exclusivamente me divertir? Quero ter mais experiências assim.

    MiceGard video review

    Tivemos o acesso ao jogo cedido pela desenvolvedora. Agradecemos a oportunidade.