Tag: Indie

  • Análise de House Flipper VR no PSVR2

    Análise de House Flipper VR no PSVR2

    House Flipper VR acaba de chegar ao Playstation VR 2 e a melhor forma de definir o game seria dizer que ele é uma espécie de simulador de mãos à obra. A premissa do jogo é te colocar como responsável por reformas, decoração, limpeza e compra e venda de casas. É mais ou menos sobre aquele gostinho bom que alguns adultos sentem ao fazer este tipo de coisa.

    A desenvolvedora independente polonesa Frozen Way trouxe a versão VR da franquia House Flipper para o PSVR2 pelo preço de R$79,90 na playstation store brasileira. O jogo já estava disponível para o primeiro PSVR no Playstation 4 e foi aprimorado na versão para Playstation 5 / PSVR2.

    Eu gosto da diversidade de propostas no PSVR2. Volta e meia me deparo com um game com uma premissa nova e diferente para mim. Por conta de imersão extra da realidade virtual me permito experimentar jogos que provavelmente não daria chance na tela plana.

    A questão que desejo responder nesta análise de House Flipper VR no PSVR2 é se ele funciona.

    Nossa missão durante a campanha consiste em aceitar trabalhos na casa de pessoas aleatórias para conseguir levantar dinheiro. Podemos empregar esse dinheiro para melhorar e decorar nossa pequena casa. Ou ainda, comprar imóveis, trabalhar em sua restauração, limpeza e decoração para depois os vender, por um preço maior, é claro.

    Vassoura virtual

    A diferença ao jogarmos utilizando um óculos de realidade virtual é que ao invés de pressionarmos os botões no controle para realizar a ação na tela. Quando estamos dentro do jogo precisamos mover nossos braços para realizar versões simplificadas das ações no game, como varrer por exemplo.

    Gosto da forma como ao longo das 3hs de campanha vou encontrando mecânicas mais complexas de forma gradativa. Em nossos primeiros trabalhos não temos todas as ferramentas a disposição. Somente ao avançar na campanha é que vamos adquirindo novas ferramentas para adicionarmos ao nosso cinto de utilidades.

    Ao chegarmos na casa em que faremos o trabalho, devemos nos locomover até o ponto no cômodo que necessita da nossa intervenção. Ali, basta acionarmos o relógio em nossa mão direita para verificar a lista de tarefas. Alguns trabalhos demandam a compra de itens e fazemos isso utilizando o relógio da mão esquerda.

    No geral a lista de tarefas define cor da parede, remoção e compra de itens e até instalação de peças mais elaboradas que aparecem ao avançar na campanha. Mas é aqui que comecei a encontrar problemas em nosso simulador de mãos à obra.

    Apesar de ser legal ter a liberdade de organizar os móveis listados na tarefa do jeito que eu acredito ser melhor. O jogo não reconhece se eu simplesmente empilhar os itens no meio do quarto ou deixar mesas e cadeiras de ponta cabeça por exemplo.

    Eu achei a parte gráfica do game muito fraca, especialmente porque o game não se propõe ao realismo. E dá para dizer que algumas texturas aqui seriam ruins já na geração passada.

    o visual desaponta

    Acredito que o jogo não utilize a renderização dinâmica ocular para melhorar a performance gráfica. E o nível do efeito fantasma que encontramos no jogo por conta da reprojeção é alto. Ele fica evidente se deixarmos a lista de tarefas ativada e nos locomovermos pelo cenário.

    O áudio não é ruim, entrega o necessário. Surpreendentemente, há uma pequena parte do tutorial dublada (apenas em inglês) e ela é muito bem vinda, uma vez que o tutorial do game é péssimo. Ele está condensado em pequenas animações que lembram gifs para cada item dentro do menu do jogo.

    E é nesta área que está uma das minhas maiores frustrações com o House Flipper VR. O tutorial as vezes não dá conta de explicar como realizar algo ou utilizar uma ferramenta. E algo que eu deveria fazer de forma simples, se torna complexo demais e me impede de seguir o fluxo da missão.

    E já que estamos falando de frustrações, vamos falar do elefante na sala. Encontrei no jogo diversos bugs, algumas coisas simplesmente não conectam como deveriam conectar. Um exemplo disso é que fui abrir a porta do banheiro da minha casa e sem querer a removi da parede.

    E se isso já não fosse frustrante o bastante, eu não consegui colocar a porta no mesmo lugar. Tentei inúmeras vezes e nada. Vendi o item, comprei novos e tentei diversos deles e nada.

    No geral os controles são um pouco desengonçados, até consigo relevar aqui. Por outro lado, em um simulador de mãos à obra, em que é preciso construir e decorar encontrarmos peças que deveriam se conectar e não se conectam é uma falha difícil de deixar passar.

    Vale a pena?

    Este é o típico game em que eu adoraria deixar um podcast ou um bom disco rolando e me entregar ao prazer de ir cumprindo tarefas sem pensar demais em mais nada.

    Quando House Flipper VR funciona, ele é divertido. E esta é a origem da minha frustração. Eu sei que há um jogo bom aqui, mas infelizmente ele está escondido atrás de problemas como bugs das partes que não se conectam, tutorial ruim e parte gráfica que deixa a desejar.

    Em síntese, no seu atual estado, eu não recomendo o game. A menos que você consiga tolerar as frustrações que mencionei antes. Do contrário, eu esperaria atualizações de correção e melhorias para lidar com os problemas.

    Eu fiz esta análise de House Flipper VR com uma cópia de avaliação no Playstation VR 2. Agradeço aos desenvolvedores por enviarem o jogo para a análise.

    Mãos à obra – análise de House Flipper VR no PSVR2
  • Karma: O mundo sombrio – demo

    Karma: O mundo sombrio – demo

    Na última Steam Vem Aí joguei a demo de Karma The Dark World ( Karma O mundo sombrio ) e fiquei ainda mais intrigado com o game. Escolhi essa demonstração depois de ter me interessado pelo jogo após ver um de seus trailers. E confesso todas as minhas expectativas foram superadas após os cinquenta minutos em explorei um pedaço daquele mundo.

    A desenvolvedora Pollard Studio produziu e a Wired Productions vai distribuir o game que e também será lançado para Playstation 5 e Xbox X. Na pagina do game ele é descrito assim: “Karma: o Mundo Sombrio é um jogo de suspense psicológico cinemático em primeira pessoa, ambientado num mundo distópico e dominado pela Leviathan Corporation. O ano é 1984, o lugar é a Alemanha Oriental e as coisas não são bem o que parecem.

    Na demo encarnamos Daniel, um agente da Leviathan que acaba de acordar na cama de um quarto do que poderia ser um hospital. Ele não sabe onde está e nem o que está fazendo ali. A qualidade do universo criado, texto e a dublagem me prenderam desde o começo do game.

    Ao avançar e ver um pouco mais no mundo me deparei com questões sobre poder de grandes corporações, sobre a mente humana e o que define a realidade. O terror psicológico que encontrei aqui não decepciona e por isso saio da demo com inúmeras questões e bastante empolgado para encontrar as respostas quando o game for lançado.

    Karma O mundo sombrio ainda não tem data de lançamento definida. E por isso você deveria adicionar o game a sua lista de desejos para ser avisado quando o momento chegar. A demo ainda está disponível e ela já vale a pena só pela musica que toca no final.

  • Keep Driving – deixe a estrada te levar

    Keep Driving – deixe a estrada te levar

    Quem ama a estrada sabe que a viagem é mais sobre o caminho que o destino. E quem vos escreve adora cicloviagem e compartilha deste pensamento. Por isso, fui imediatamente fisgado por um game celebra a vida na estrada. Keep Driving une RPG e gerenciamento com combate por turnos para entregar uma aventura bem interessante.

    Eu joguei a demo do game que estava disponível no Steam Vem Aí de Outubro, e fiquei muito animado. Nela é inicio dos anos 2000 e você encarna o papel de estudante em suas férias de verão que decide visitar um antigo amigo que mora distante para jogar videogame.

    Para isso, você pega o Sedan 1981 de seus pais emprestado e deve chegar ao destino em até seis dias. Cruzando o mapa e fazendo o trajeto que quiser, com toda a liberdade para decidir dar ou não carona, fazer trabalhos temporários ou explorar trilhas a pé quando encostar em alguma cidadezinha.

    Na estrada

    Eu fiquei impressionado em como o game conseguiu entregar uma identidade própria e que dialoga muito bem com sua premissa. Exploramos um lindo mundo em pixel art com uma excelente trilha sonora (a rádio do carro) que é composta por bandas indies suecas.

    Enquanto dirigimos pelas estradas aparecem eventos que podem ser apenas reflexões de nosso protagonista, em que devemos escolher uma resposta e isso pode gerar alteração dos status. Ou, eventos que geram “combates” como buracos na pista, trator adiante ou objeto na estrada.

    Loja-Keep-Driving Keep Driving - deixe a estrada te levar

    Combate e gerenciamento

    É estranho chamar de combate a situação de estar atrás de um trator na rodovia, mas jogando isso faz muito sentido. O combate em Keep Driving é feito por turnos e envolve o uso de habilidades e recursos como combustível, energia do motorista e itens.

    Em seu turno você também pode usar as habilidades da galera que está de carona em seu carro. Os danos sofridos podem impactar não só a integridade do carro, mas também o nível de combustível ou o motorista.

    E é aí que as coisas começam a complicar porque é preciso administrar o combustível, o dinheiro, a integridade do carro e as condições do motorista. Porque se qualquer um deles chegar a zero perdemos o jogo.

    Posto-Keep-Driving Keep Driving - deixe a estrada te levar

    Keep Driving une RPG e gerenciamento com combate por turnos para entregar uma aventura que me deixou ansioso para a versão final do jogo. O estúdio sueco Y/CJ/Y ainda não definiu a data de lançamento do jogo. Eu já botei o game na minha lista de desejos e se fosse você o manteria em seu radar também.

  • Tower defense para realidade virtual – Encircled

    Tower defense para realidade virtual – Encircled

    Encircled é um tower defense para realidade virtual que te coloca no papel de uma espécie de guardião espiritual supremo. O game, desenvolvido pela Core Strand, está disponível para os headsets Meta Quest e Playstation VR 2 por dez dólares ou pouco mais de cinquenta reais.

    Em minhas primeiras impressões de Encircled no PSVR2 o jogo demonstrou uma enorme quantidade de camadas estratégicas. Seus guerreiros tem habilidades distintas com forças e fraquezas e podem ser melhorados ao longo das batalhas.

    Para poder adicionar guerreiros ou aprimora-los no mapa é preciso gastar “almas”, que é basicamente a moeda do jogo. Conseguimos mais almas ao destruirmos inimigos durante as ondas. Ao jogar no nível mais fácil, uma partida tem 20 ondas, enquanto no nível padrão são 40 ondas.

    Exército da natureza

    A nossa disposição temos diversos guerreiros disponíveis para impedir os inimigos invadam e cruzem o nosso mapa. O que me chamou atenção aqui é que nosso exército temos animais como: furão, capivara, águia, raposa e tartaruga. O que achei um pouco inesperado, mas de alguma forma condizente com a ambientação e trilha sonora do jogo, toda inspirada no lance do poder da natureza.

    Eu confesso que não costumo jogar tower defense para realidade virtual, então tenho pouca margem para comparação, mas minha impressão foi boa. A parte gráfica simplista não me empolgou. Mas fiquei surpreso com a quantidade de possibilidades e camadas a serem dominadas para vencer o game.

    Além disso, tem o detalhe importante e que diferencia esse game em VR que é a possibilidade de eu, em primeira pessoa, atacar os inimigos com minhas próprias mãos. Temos uma quantidade limitada de energia, e podemos usa-la para atacar os inimigos, como se fossem raios mágicos. Podemos atribuir um atributo elemental ao nosso ataque uma vez que os inimigos podem ser vulneráveis ou imunes a determinados elementos.

    Encircled tem muitas camadas e me parece demandar algum tempo até assimilarmos todas as suas camadas estratégicas. Meu principal incomodo é que o game não te diz tudo, e é preciso aprender algumas coisas na prática, o que pode gerar alguma frustração. Mas para quem quer a estratégia de tower defense para a realidade virtual num preço acessível este indie game pode ser uma opção.

    Eu testei o game para estas primeiras impressões na versão do PSVR2. Agradeço aos desenvolvedores por enviarem uma cópia do game para avaliação.

  • Análise de Max Mustard no PSVR2

    Análise de Max Mustard no PSVR2

    Max Mustard é um jogo de plataforma 3D em que você faz mais que apenas controlar a protagonista em terceira pessoa. Nele você faz parte da aventura e encarnará o papel do navegador, um sidekick valioso e que ajudará Max de dentro do jogo, em primeira pessoa. O grande barato de jogo plataforma em realidade virtual é poder combinar as duas perspectivas. Ficou na dúvida se essa combinação funciona? Siga nesta análise de Max Mustard no PSVR2 para esclarecer.

    Desenvolvido pela Toast Interactive, Max Mustard chegará ao PSVR2 no dia 02 de Outubro, pelo preço de R$159,90. Assinantes da PS Plus que comprarem o game antecipadamente garantem 17% de desconto e o game sai por R$132,71. O game já havia sido lançado para os headsets Meta Quest no começo do ano e também deve chegar a Steam.

    Max-Mustard-Flying_In_Hoverboot_Level Análise de Max Mustard no PSVR2

    Logo ao começar o game a primeira impressão é muito boa, porque os gráficos são ótimos e estão super nítidos. O game roda a 90fps nativo, sem reprojeção e os cenários coloridos ficam muito bem nas lentes do Playstation VR 2. A sensação de estar dentro daquele universo empolgante e a familiaridade com os controles de um jogo plataforma me deixou sorrindo por quase todo o primeiro arco.

    Max é carismática, com sua roupa amarelo mostarda, luvas e botas vermelhas sempre te olha quando passa por perto. O design dos personagens é muito bom e eu confesso que gostaria de passar mais tempo com eles, especialmente os chefes. Os Mudpups, as criaturinhas que devem ser resgatadas durante as fases, são fofinhos demais.

    A aventura

    A campanha está dividida em quatro arcos e mais de quarenta fases diferentes. E eu levei em torno de cinco horas para terminar a campanha e mais uma hora para garantir o troféu de Platina.

    Max-Mustard-Sky Análise de Max Mustard no PSVR2

    Há uma boa variedade no level design, o que garante um bom desafio de plataforma. Em algumas fases e em todas as quatro batalhas contra o chefe os power-ups para o navegador (o jogador em primeira pessoa) são imprescindíveis e bem divertidos de usar.

    Além das fases de plataforma os desenvolvedores inseriram em todos os atos, um desafio em primeira pessoa, em que ganhamos uma recompensa de acordo com o desempenho. E uma espécie de fase bônus, em que o objetivo é pegar o maior número de moedas possível num curto espaço de tempo.

    Por falar em moedas, nós as utilizamos para adquirir e aprimorar habilidades de Max, como aumento da velocidade ou estender a duração propulsores que mantêm nossa heroína no ar por alguns segundos. O curioso aqui é que a possibilidade de girar a nossa câmera com a alavanca controle direito também é um item a ser comprado. Mas confesso que usei pouquíssimo durante a campanha porque a câmera do jogo funciona bem.

    Eu não poderia deixar de mencionar nesta análise de Max Mustard no PSVR2 a homenagem feita pelo estúdio a sua obra anterior, Richie’s Plank Experience, aquela mesmo que nos rendeu diversos memes. Não só gostei do fato dela existir, mas gostei também de sua execução.

    História

    Eu gosto de narrativas elaboradas, mas como já era esperado para um jogo de plataforma, encontramos algo bem básico aqui. Sabemos um pouco mais sobre o que acontece no game através das cartas recebidas depois de cada fase. Podemos ler as cartas na van que serve como base de operações e que contém o mapa onde escolhemos a fase para jogar.

    Max-Mustard-TwistingTower Análise de Max Mustard no PSVR2

    Joguei Max Mustard em inglês porque os desenvolvedores não incluíram nosso idioma entre os disponíveis no game. Mas confesso que as legendas e menus em português brasileiro não farão muita falta. A jogabilidade de plataforma é bem direta e não demanda explicações sofisticadas. E do ponto de vista da história não há nada imperdível.

    O áudio funciona bem, localizamos Mudpups pra resgatar ou localizamos inimigos pela direção do som no jogo. A trilha sonora é boa e variada e no geral se integra perfeitamente bem ao universo. Gosto muito da música The Beat Boxer, que é a música que embala as alterações no cenário de uma fase, um dos que mais gostei.

    Durante a análise de Max Mustard no PSVR2 fiquei com a impressão de que o game tem uma abordagem mais acessível, em diversos aspectos. E neste sentido fiquei desejando que o desafio fosse ainda maior, tanto em dificuldade quanto em duração. O game faz tão bem tantas coisas que é impossível não pensar que o maior problema de Max Mustard é que ele acaba.

    Bom, Max Mustard acabou e aí?

    Eu adorei o jogo. Estar em um universo bonito, cativante e com personagens carismáticos e bem animados foi incrível. Além disso, nossa heroína Max é adorável e realmente torço para que os desenvolvedores deem continuidade a sua jornada.

    A maior prova de que Max Mustard funciona é que ao longo da sua campanha eu fui me recordando de outros grandes jogos de plataforma que me marcaram como Rayman, Crash, Croc, Mario 64. E quando lembrava do fato de estar também naquele mundo, me recordei dos excelentes Moss e Astro bot do PSVR1. Só pra deixar claro, o game é uma recomendação fácil. E para quem curte um bom plataforma, é imperdível.

    nossa análise de Max Mustard no PSVR2

    Agradeço o estúdio Toast Interactive por ter cedido uma cópia de avaliação do jogo para que a análise de Max Mustard no PSVR2 fosse possível.

  • Copycat é sobre vida, gato, abandono e erros

    Copycat é sobre vida, gato, abandono e erros

    Quantas vezes você se perguntou o que se passa na cabeça do seu gato? Eu tenho uma enorme curiosidade de saber o que acontece na cabeça das minhas gatas e como elas veem o mundo. Copycat vai te emocionar com sua narrativa que explora o ponto de vista do gato e sua relação com questões como abandono, vida, pertencimento e lar. E isso talvez ajude a imaginar o que acontece dentro da cabeça de seu pet.

    Em Copycat seguimos a aventura de Dawn, uma gata de abrigo, que é adotada por Olive. Uma senhora com a saúde debilitada, que vive sozinha e está elaborando o luto da perda de seu pet anterior. Uma dos pontos que me chamou atenção no jogo é que a nova “humana” de Dawn é retratada como uma pessoa comum. Nem heroína, nem vilã, uma pessoa com as suas limitações e que erra, mesmo querendo acertar. E é explorando a relação entre gato e um humano (real), na perspectiva do animal, que Copycat vai te emocionar.

    Em breve nos consoles

    O estúdio australiano Spoonfull of Wonder acaba de lançar o game na Steam e promete em breve, também lançar Copycat para Playstation 4/5, Xbox X/S e Nintendo Switch.

    Copycat-image-5 Copycat é sobre vida, gato, abandono e erros

    Copycat é um indie com foco em narrativa, por isso é bom dosar as expectativas em relação a jogabilidade. Você não vai encontrar mundo aberto, árvore de habilidades ou um sistema de combate profundo. Por outro lado, a narrativa tem potencial de te afetar, te fazer sentir e deixar questões em sua mente por algum tempo.

    Vida de gata

    Ao explorar o mundo na pele de um gato você poderá roubar comida de sua tutora, derrubar vasos e muitas outras coisas no chão, miar, subir em árvores, explorar a vizinhança, andar por cercas e telhados, aterrorizar pássaros e enfrentar a gangue de gatos de rua.

    Apesar de podermos controlar Dawn livremente em alguns momentos a maior parte das interações ao longo do game é feita com eventos rápidos ou via mini games.

    Parte técnica

    Copycat não foca em realismo gráfico, a jornada é toda estilizada e me agradou. Especialmente algumas áreas externas que com boa iluminação produzem recortes bonitos daquele mundo. Antes de começar a jogar, selecionei a opção gráfica mais alta e não tive um único problema de desempenho durante a campanha. Tudo funciona como deveria nesta área.

    O áudio funciona bem, a trilha sonora é agradável e condizente com a proposta. Os efeitos são bons, e neste sentido os animais foram bem representados. Gostei da dublagem dos humanos (apenas em Inglês), especialmente da voz dentro da cabeça da Dawn, com seu estilo “narrador de documentário da natureza”. Apesar do áudio estar apenas em inglês, Copycat felizmente possui legendas e menus em português do Brasil.

    Copycat-image-2 Copycat é sobre vida, gato, abandono e erros

    Alerta de spoilers

    O ponto alto do game é sua narrativa e tudo o que ela pode desencadear em nós enquanto jogamos. Copycat vai te emocionar e por isso, se você é sensível a spoilers, recomendo que interrompa a leitura aqui e volte depois de jogar. Apesar de eu evitar grandes spoilers nessa análise do game, é difícil falar da narrativa sem mencionar trechos dela.

    O game começa com a visita de Olive ao abrigo para adoção de um gato (ou seria a adoção da humana por um gato?). Temos aqui seis opções de gatos para escolher, eu acabei ficando com a frajola porque me lembra muito uma das minhas gatas. E pelo que vi é mais uma escolha estética que não tem grandes impactos no decorrer da campanha.

    Ainda no abrigo o game aponta para pontos importantes que ganharão relevância ao avançarmos na campanha. O profissional no abrigo reconhece a senhora como alguém que estava procurando um gato desaparecido semanas atrás. Olive passa mal e precisa de algum tempo para se recuperar. Ela lê e assina o termo de adoção que inclui de forma absolutamente clara as responsabilidades dela como nova tutora daquele animal de estimação.

    No caminho de volta pra casa, enquanto Olive se apresenta para a nova gata ela diz acreditar que só é possível julgar alguém depois de o conhecer. Acredito que Olive diz isso também para o jogador, porque ao longo da campanha fica clara a complexidade das coisas no game.

    Copycat-image-4 Copycat é sobre vida, gato, abandono e erros

    Nem tudo é o que parece ser

    Olive não é o que parece a primeira vista. Por falar nisto, meu sentimento em relação a ela e suas atitudes ao longo do game oscilou um bocado. O comportamento de Dawn nem sempre é por conta do “jeito” dela. Tem ainda a filha adulta de Olive, que não vive com ela, e toma atitudes no mínimo “questionáveis”.

    Ao avançarmos na narrativa, eventualmente descobrimos nuances que explicam algumas coisas. E isso faz com que sejamos obrigados a nos deslocar da posição que havíamos assumido antes, ao julgar o erro de alguém por exemplo.

    Por conta disso, uma boa parte da minha experiência com Copycat foi me perguntar se eu teria feito diferente na posição de alguém que cometeu um erro. E talvez este seja um dos responsáveis para que eu me identificasse cada vez mais com as personagens, porque quem nunca errou?

    Na mente felina

    Copycat-image-1 Copycat é sobre vida, gato, abandono e erros

    Outra parte importante do game é a forma como os desenvolvedores decidem mostrar o ponto de vista da gata. Nosso poder de escolha sobre a personalidade de Dawn é pequeno. Ele se dá nas escolhas dicotômicas, e aparentemente pouco relevantes, quando o jogo nos coloca em alguma situação. No entanto, boa parte da construção dela acontece quando seus pensamentos saltam na tela, pelos seus sonhos e pelo biólogo narrador.

    Imagine a clássica narração de um documentário sobre a natureza. Então, a voz e a forma do narrador se expressar é exatamente esta. Acredito que a utilização do biólogo foi uma excelente escolha porque ao mesmo tempo em que ela nos cabe no contexto de observação animal. Ela também me lembra daqueles momentos em que falamos com nós mesmos dentro da nossa cabeça para nos incentivar. Um exemplo disto seria: “ok derso, faltam só mais três aparelhos para terminar o treino, bora!”.

    Vale a pena?

    Durante as três horas da campanha algumas coisas vão sendo redefinidas, abandono e a ideia de lar são dois exemplos. A forma como as personagens respondem as situações e os erros das outras, é, as vezes, errando também. Isso abre espaço para nos identificar com o que está acontecendo na tela, espaço para sermos humanos. E é utilizando bem este espaço que Copycat vai te emocionar.

    Copycat acabou, e aí? Eu adorei este game! Acredito que ele faz bem o que se propõe a fazer e além disso, aborda a importante questão social de abandono e mal trato animal, tão contemporânea em nosso Brasil.

    Copycat review

    Nossa análise foi realizada no PC com uma cópia de avaliação do game gentilmente cedida pela Spoonfull of Wonder. Agradecemos ao estúdio pelo apoio ao nosso trabalho.

  • Snow Scout chega ao  PSVR2

    Snow Scout chega ao PSVR2

    Lançado dias atrás, Snow Scout chega ao Playstation VR 2 e promete entregar uma aventura em esquis para a realidade virtual. O game mostrou algumas semelhanças com o aclamado indie Firewatch em seus trailers. Por certo eu estava ansioso para jogar e deixar aqui as primeiras impressões de Snow Scout no PSVR2.

    O jogo começa nos situando na história até ali. Você teve anos muito difíceis e decide que precisa de um tempo para se reestabelecer. Encontra em uma vaga de trabalho voluntário e solitário a oportunidade de escapar e se reconectar consigo mesmo fazendo voto de silêncio.

    A caminho da região da estação de esqui no teleférico recebemos orientações sobre o game. O personagem do jogo dá informações sobre o que está no jogo e também fora dele. As configurações de conforto do game e a recomendação para que eu me comportasse como faria na vida real e não como um “gamer”, são exemplos disto.

    A relação com Veronika

    Chegando ao local em que você passará os próximos sete dias somos apresentados a Veronika ou “Vreni”. Ela é sua superior e irá lhe instruir sobre o trabalho. O estúdio alemão Tunermaxx utiliza o mesmo esquema de Firewatch, a conexão por um rádio (walkie-talkie) como única forma de contato com a outra personagem.

    E primeiro lugar sou a introduzido ao meu equipamento: o óculos de realidade aumentada que me dá informações virtuais sobre as áreas e pistas de esqui. Uma mochila, muito próxima da que conhecemos em TWD Saints & Sinners. E um tablet que concentra o log de diálogos, opções do game, informações sobre missões e também serve para fotografar pássaros.

    Depois Vreni me dá instruções para que eu aprenda a esquiar e me deslocar na neve. Felizmente Snow Scout vai ensinando o que é preciso de forma orgânica e integrada a narrativa. Isto ajuda a não quebrar a imersão e reforça a proposta dos desenvolvedores de vivenciarmos o jogo como nós mesmos.

    Imersão nas alturas

    Esquiar demanda energia na vida real! Afinal ao invés de apenas apertar botões para se movimentar é preciso fazer grandes movimentos com os braços, simulando os movimentos reais de esquiar. Essa é uma das vantagens de estar “dentro” do game em realidade virtual (VR). A sensação de estar deslizando na neve morro abaixo e poder girar minha cabeça na direção do barulho de um passarinho é muito legal e imersiva.

    Nas primeiras impressões de Snow Scout no PSVR2 vi uma parte das tarefas que farei ao longo dessa semana de silêncio e neve. Abrir e testar as pisas de esqui, garantir que a área seja segura para turistas, reciclar lixo, observar pássaros, ouvir Vreni e cortar lenha para aquecer a cabana onde passo a noite. Eu adorei este primeiro contato e não vejo a hora de voltar para o meu retiro nos Alpes.

    primeiras impressões de Snow Scout no PSVR2
  • Primeiras impressões de Dead Second no PSVR2

    Primeiras impressões de Dead Second no PSVR2

    Neste final de semana consegui jogar Dead Second, que acaba de chegar ao Playstation VR 2. O game é um um jogo de tiro e ação arcade, inspirado em clássicos dos 90 como Time Crises e Virtua Cop, e com base nas primeiras impressões de Dead Second no PSVR2, ele não fica pra trás em relação a suas inspirações.

    A desenvolvedora australiana Spunge Games, já tinha lançado Dead Second para Meta Quest e Steam VR. Agora o game chega ao headset de realidade virtual da Playstation.

    Arcade Shooter em VR

    A principal característica deste tipo de game é que temos que nos locomover no jogo de ponto a ponto. Exatamente como nas maquinas que jogávamos na décadas de 90. Isso significa que você não tem liberdade para caminhar pelo cenário. Este ponto poderia ser visto como algo exclusivamente ruim, mas em contrapartida, isso ajuda a tornar o game mais acessível para mais pessoas.

    A principal diferença deste para as referências do final do século passado é que em Dead Second você joga em realidade virtual. Em outras palavras, está “dentro” do game, e não fora apontando a arma para uma tela. Isso faz com que encontrar coberturas para se proteger durante a troca de tiros seja muito importante no jogo.

    Vibe dos anos 90

    O jogo premia o jogador com logins diários com créditos no game que podem garantir acesso a novas armas ou itens de customização. O tutorial é completo e objetivo. As opções de acessibilidade são boas e existe a opção de recarregar a arma manualmente ou de forma automática ao mirar para o chão.

    As primeiras impressões de Dead Second no PSVR2 são boas, me lembra Crisis Vrigade e de alguma forma o Operation Serpens. O game tem uma vibe de filmes e séries de ação da década de 90 e estou ansioso para jogar mais.

    primeiras impressões de Dead Second no PSVR2

  • Análise de Windlands 2 no PSVR2

    Análise de Windlands 2 no PSVR2

    Windlands 2 chega ao Playstation VR 2 no dia 25 de Julho por R$159,00. Com upgrade grátis pra quem tem a versão de ps4, gatilhos adaptáveis, vibração no headset e multiplayer entre plataformas.
    Mas o mais importante é que o game entrega com excelência a sensação prazerosa de se locomover no ar, feito homem aranha, e isso me deixou com um sorriso no rosto por um bom tempo.

    quanto mais imersão melhor

    Eu adoro VR porque o lance de imersão é meio que garantido logo ao colocar o headset. Mas tenho a impressão que ao fazermos movimentos com nosso corpo para agir da mesma forma dentro do game ganhamos uma camada extra de imersão. E é exatamente este o caso aqui.

    Neste game eu tenho que literalmente levantar meus braços, apontar meus controles para o alto, apertar e segurar o gatilho para que meu avatar replique isso no jogo. Ou seja, consiga mirar essa espécie de gancho em pontos específicos do cenário e possa balançar e me deslocar de um canto a outro. E isso torna a coisa ainda mais próxima do real.

    Os controles dentro do jogo têm um formato parecido com os que seguro em minhas mãos. No game eles disparam uma corda que vai me puxando em direção ao ponto de contato em que ela se fixou até que eu solte o gatilho. Um detalhe importante é que você só pode fixar a corda nas partes verdes dos biomas e o seu alcance é limitado.

    O meu palpite é que os desenvolvedores sacaram que esta mecânica funciona muitíssimo bem e construíram o game ao redor dela.

    Sempre pronto para o combate

    A gameplay é onde Windlands 2 brilha, a sensação de estar no ar avançando enquanto me penduro de galho em galho é muito boa.
    Mas o game tem também o combate, usando o L1 e o R1 eu transformo um gancho em arco e o outro em flecha.
    Essa praticidade de não ter que guardar uma coisa pra pegar outra rende momentos muito legais. São aqueles em que você ainda está no ar e saca o arco para atacar os inimigos antes de tocar o chão ou se pendurar novamente. Cara, é uma delícia isso!

    A narrativa é bem básica, nada demais, mas ajuda a amarrar as missões da campanha. Além das missões para derrotar os chefes, tem por exemplo missões de coleta de itens específicos em pontos difíceis de chegar ou missões de liquidar uma quantidade de inimigos mais simples espalhados pelo mapa.

    Eu levei cerca de cinco horas e meia para terminar a campanha, alguns pontos de travessia são realmente desafiadores e podem causar alguma frustração. Na minha opinião são mais difíceis que os chefes das fases, porque nestes casos você se sente empacado sem nada ter nada mais a fazer a não ser ter que acertar aquele movimento que já errou muitas vezes.

    No pós game você libera os desafios de corrida e coleta de itens em trechos específicos das fases. Eles garantem alguma longevidade ao game, já que sempre dá pra fazer melhor “aquele trecho” e finalmente subir de posição no placar de líderes. Confesso que fiquei um tempo obcecado tentando bater os tempos dos desenvolvedores e a sensação ao finalmente conseguir é boa demais.

    Desempenho

    Windlands 2 chega ao Playstation VR 2 com gráficos simples e bem nítidos. O game roda a 90 fps, eu não tive uma única queda de frames ou problemas de tracking. Não há do que reclamar aqui. Aliás, estúdio brasileiro VR Monkey fez a versão do PSVR 2 em colaboração com a Psytec Games que é a desenvolvedora do jogo.

    O ponto negativo é que os inimigos menores têm um comportamento limitado, falta ódio, apesar de atirarem são previsíveis e ocupam uma parte limitada do cenário. Seria bem legal se nos perseguissem pelo mapa por exemplo.
    Um outro ponto é que fiquei com a sensação de que as missões são divididas por categoria: na missão “x” você só vai coletar itens, na missão “y” só enfrentar os minions e isso me pareceu uma colcha de retalhos, sabe? Uma espécie de peças conectadas para formar algo maior ao invés de algo orgânico em que as coisas vão se misturando e ajudam a transmitir a sensação mais realista.   
    Apesar dos personagens terem sido dublados, o que é algo bom, o game não foi localizado para nosso idioma, então dublagem e legendas apenas em inglês.

    • Swinging-small Análise de Windlands 2 no PSVR2
    • Combat-small Análise de Windlands 2 no PSVR2
    • Final_Screenshot-small Análise de Windlands 2 no PSVR2
    • Boss-small-1024x576 Análise de Windlands 2 no PSVR2

    Eu estava terminando essa análise quando os desenvolvedores me informaram que o patch do lançamento estava na no ar. Windlands 2 chega ao Playstation VR 2 com uma sútil vibração no headset quando você balança em alta velocidade. Testei o game depois da atualização e essa adição ficou legal, dá uma camada a mais de imersão.

    Vale a pena?

    Bom, Windlands 2 acabou, e aí? Eu recomendo, a sensação de me deslocar no ar é muito boa, a campanha é legal e pode ser feita com mais três pessoas de plataformas diferentes inclusive. E depois dela ainda tem os desafios e a briga para melhorar o tempo e entrar no ranking o que garante uma vida extra para o game.

    Windlands 2 chega ao Playstation VR 2 agora, mas já está disponível para o primeiro PSVR, para Steam VR e para Meta Quest. Agradeço ao estúdio pelo envio do jogo para avaliação.

    Bora entrar no headset pra sair pulando de galho em galho? Deixe nos comentários se você vai para as terras do vento e qual headset vai usar pra isso. A gente se vê na próxima, até lá.

  • Operation Serpens é um shooter divertido chegando ao PSVR2

    Operation Serpens é um shooter divertido chegando ao PSVR2

    Inspirado nos velhos arcades shooters e nos filmes de ação da década de 80, Operation Serpens é um retro arcade shooter divertido que entrega uma boa e divertida experiência no headset de realidade virtual da Playstation. O game chega ao PSVR2 no dia 23 de Fevereiro e será vendido na loja da Playstation por R$99,50 no lançamento. Operation Serpens também está disponível na Steam e para os headsets VR da Meta.

    Neste shooter você encarna um agente de elite e é responsável por desmantelar a organização criminosa do mal Cobra, derrubando todos os seus principais integrantes até chegar no líder. Em cada missão você tem um alvo e deve abate-lo ou trazê-lo com vida dependendo da missão. Há ainda um modo horda contra zumbis e um modo multiplayer para até quatro jogadores e que será multiplataforma após o lançamento.

    Gameplay

    A gameplay surpreende porque ao invés de se manter na área de um wave shooter comum, Operation Serpens diversifica o layout das missões e isso muda a forma como as jogamos.
    Na primeira fase estamos restritos a uma pequena sala de um apartamento e temos que atirar nos inimigos pela janela. Enquanto em outro momento da campanha temos que abater inimigos com um drone antes de sair caminhando da construção e invadir a base dos criminosos. E tem também uma que me lembra Gazzlers, em que estamos na traseira de um caminhão e temos que lidar com os inimigos que nos seguem em alta velocidade. 

    Há muitas armas disponíveis como metralhadoras, rifles de precisão, drone, pistolas e granadas. Ao longo da campanha elas vão aparecendo aos poucos e você pode escolher com qual quer enfrentar os inimigos. O destaque fica para a granada de atordoamento que ao ser usada inicia o “bullet time”,  que deixa todos os inimigos em câmera lenta por um breve momento para que você os derrube um a um. 

    O recarregamento das armas não é automático mas é bem simples, basta levar a arma até a cintura. Já para as granadas é preciso manuseá-las com as duas mãos para remover o pino e arremessar em seguida. Há uma escolha curiosa dos desenvolvedores aqui porque não há coldre ou forma de armazenar armas e granadas em seu corpo. Neste sentido, apenas é possível segurar uma pistola com os dentes enquanto suas mãos se ocupam de outra coisa. 

    Visual e imersão

    Não se deixe enganar pela sua apresentação gráfica simples porque Operation Serpens entrega mais do que eu imaginava. O game roda a 90 fps, lisinho e sem nenhuma queda de frame. Cenários e personagens têm essa cara cartunesca mas estão super nítidos no headset.
    A maior prova de que eu estava completamente imerso no game foi me pegar algumas vezes abrindo a boca ( na vida real ) no momento de carregar pistola no dentes no game. Mesmo sabendo que este movimento não faz diferença alguma, já que o PSVR2 não detecta este tipo de coisa.

    Zumbis e multiplayer

    No modo horda nosso agente está limitado a uma espécie de trailer entre prédios. É neste espaço que você tem que evitar as ondas de zumbis que vão tentar chegar até você ou atirar das janelas dos prédios (sim! zumbis com armas) e esta última adição é muito legal. Aqui você tem todas as armas a disposição e a cada onda você deve escolher duas novas e perder as duas que usou, isso adiciona uma camada de estratégia para eleger a combinação ideal entre o que está disponível. Neste modo você joga até morrer e dependendo de seu desempenho pode entrar no placar de líderes. 

    Eu não consegui jogar o modo multiplayer para até quatro jogadores com outro jogador. Pelo pouco que vi dele, os jogadores começam a enfrentar ondas de inimigos dentro de um shopping. A área de jogo não é tão grande mas é possível subir pela escada rolante para lidar com os inimigos que estão no andar de cima, e isso deixa a coisa mais interessante.

    Narrativa, áudio e localização

    Eu gosto de como a campanha termina, mas não há nada memorável na narrativa, e ela é bem genérica neste sentido. A dublagem é mediana mas não é algo que comprometa. Vale lembrar que o game não tem legendas em portugues, mas com uma história fraca e uma gameplay bem intuitiva não acho que ela vá fazer tanta falta.

    Em relação ao áudio, as armas e explosões não decepcionam, mas gostaria de alguma variedade no modo contra zumbis. O áudio funciona bem ao avisar de que lado o inimigo está vindo, mas fiquei com a sensação de que o repertório dos zumbis é bem limitado.

    Análise do jogo em vídeo

    Vale a pena?

    Sim, Operation Serpens é um retro arcade shooter divertido e que consegue entregar boas variações dentro desta fórmula. Escolher se vou abater os inimigos distantes com um drone ou como um bom sniper é bem legal e a alteração nos layouts da fases ajuda manter o tédio distante. Além disto, os modos contra zumbi e multiplayer são boas adições para este novo game do PSVR2. 

    Agradeço ao estúdio Ginra Gamez pelo envio da chave do jogo para avaliação.