Tag: Indie

  • DLC Dua Lipa Synth Riders: 7 grandes hits chegam ao VR e Nintendo Switch

    DLC Dua Lipa Synth Riders: 7 grandes hits chegam ao VR e Nintendo Switch

    Prepare-se para dançar como nunca em realidade virtual. A DLC Dua Lipa Synth Riders acaba de ser lançada oficialmente, trazendo o pop vibrante da estrela britânica para uma das experiências musicais mais amadas do VR. Agora disponível para Meta Quest, PlayStation VR2, SteamVR e, pela primeira vez ao grande público, para Nintendo Switch.

    Assista ao trailer da nova DLC da Dua Lipa no Synth Riders:

    Trailer oficial da DLC Dua Lipa Synth Riders com todas as sete músicas e gameplay multiplataforma.

    Quais músicas vêm na DLC?

    A Kluge Interactive caprichou na seleção. A DLC Dua Lipa Synth Riders inclui sete faixas que misturam sucessos consagrados e novas energias:

    1. Don’t Start Now
    2. Levitating
    3. Physical
    4. Houdini
    5. Future Nostalgia
    6. Hallucinate
    7. These Walls

    Cada música foi meticulosamente mapeada para capturar o ritmo, o fluxo e a batida característica da artista, recompensando precisão e timing – elementos que os fãs de Synth Riders tanto apreciam.

    Novidade especial para Nintendo Switch

    Esta DLC da Dua Lipa é ainda mais especial para os donos do Nintendo Switch. Ela marca o primeiro grande lançamento de DLC desde o lançamento do jogo na plataforma. Além do pacote da Dua Lipa, a Nintendo Switch também recebeu duas outras coleções:

    • Crypt of the NecroDancer Music Pack (parceria com Brace Yourself Games) – com faixas como Rhythmortis, Konga Conga Kappa e Disco Descent.
    • 80s Mixtape Side A – uma viagem nostálgica aos maiores hits da década de 80.

    Nota aos jogadores de VR: O pacote Crypt of the NecroDancer chegará em breve para Meta Quest, PS VR2 e SteamVR.

    Compromisso contínuo com a comunidade

    A chegada da Dua Lipa ao Synth Riders reforça o compromisso da Kluge Interactive em manter o jogo vivo e atualizado – algo que acompanhamos de perto aqui no Caixa de Pixels, com notícias frequentes sobre as evoluções do título. Agora, com um dos maiores nomes do pop internacional, o jogo se consolida como uma referência em ritmo e entretenimento na realidade virtual.

    Os pacotes podem ser adquiridos individualmente ou em bundles (dependendo da plataforma). Prepare seus controles, ajuste o fone de ouvido e deixe o pacote de músicas da Dua Lipa no Synth Riders transformar sua jogatina em uma pista de dança futurista.

  • Evil Inside VR: Terror no PSVR2 – Análise

    Evil Inside VR: Terror no PSVR2 – Análise

    Sempre defendi que jogos de terror devem ser experimentados em realidade virtual sempre que possível. Estar lá dentro, com o medo colado na pele, transforma qualquer susto em algo muito mais visceral. Foi com esse espírito que coloquei meu PSVR2 e mergulhei em Evil Inside VR, adaptação do título que originalmente existia apenas para tela plana – e que eu não conhecia. O game também está disponível para Meta Quest, mas esta análise é baseada exclusivamente na versão para o headset da Sony.

    Antes de continuar, assista ao trailer oficial e sinta o clima opressivo que o jogo promete:

    Trailer oficial de Evil Inside VR (PSVR2 / Meta Quest).

    Uma casa, um trauma e um loop infernal

    Em Evil Inside VR você controla Mark, um jovem tentando encontrar respostas após a morte da mãe e a prisão do pai. Sua ferramenta é aquele famoso tabuleiro Ouija, usado para se comunicar com os espíritos. A história se desenrola quase inteiramente dentro da casa da família – um cenário que se modifica sutilmente a cada ciclo, como se Mark fosse obrigado a reviver a mesma situação várias vezes até conseguir processar o trauma. Como psicanalista, confesso que foi impossível não enxergar a jornada por esse viés: uma repetição que leva à elaboração.

    Jogabilidade: entre P.T. e os tropeços de um indie

    A estrutura da gameplay remete imediatamente ao clássico P.T., e não acho que seja coincidência. Ainda assim, Evil Inside VR consegue se sustentar por si só. O ritmo é lento e opressivo, com sustos bem posicionados e alguns puzzles que pedem atenção ao ambiente. Porém, sendo um projeto indie, surgem aquelas arestas típicas. Em certo momento, uma alavanca que deveria restaurar a eletricidade ficou presa bem abaixo do encaixe correto, literalmente saindo de dentro da parede. Também me incomodou a interação limitada com o cenário: poucos objetos reagem ao toque, e alguns depois se revelam peças de um puzzle e passam a reagir, o que quebra a imersão. Felizmente, a dificuldade geral é branda; apenas um puzzle me fez perder algum tempinho a mais.

    Atmosfera e áudio: o terror funciona como deveria

    Onde Evil Inside VR realmente brilha é na atmosfera. A casa respira tensão, e os vários sustos que levei ao longo da sessão mostram que o jogo entende de horror psicológico. O trabalho de áudio contribui para isso, com ruídos e trilhas que deixam os nervos à flor da pele. Uma grata surpresa foi encontrar menus e legendas em português do Brasil, mesmo com os diálogos em inglês – atenção que merece aplausos.

    Evil-Inside-VR-gameplay Evil Inside VR: Terror no PSVR2 – Análise
    Evil Inside VR gameplay

    Visual decepciona, mas a localização surpreende

    Infelizmente, a parte visual é o calcanhar de Aquiles. A resolução que chega às lentes do PSVR2 é baixa, a ponto de me lembrar os tempos do primeiro PSVR no PS4. Acredito que a ausência da renderização dinâmica ocular (foveated rendering) seja a principal responsável – aquela tecnologia que turbina a área para onde os olhos miram e alivia o processamento nas bordas, muito usada em títulos como GT7 e Horizon Call of the Mountain. Sem esse recurso, a imagem entrega nitidez bem abaixo do que o headset da Sony é capaz. Em contrapartida, repito: a localização em PT‑BR é um acerto e tanto.

    Veredito

    No geral, eu curti a experiência. Evil Inside VR me entregou exatamente o que promete: uma atmosfera aterrorizante, sustos e uma narrativa intrigante o suficiente para me manter jogando até o fim – tão curto que consegui platinar o game em pouco mais de uma hora. Sim, há deslizes de interação, alguns bugs visuais e um acabamento gráfico que deixa a desejar. Mas, para um jogo indie de terror, ele acerta no essencial. Recomendo para fãs do gênero que não se incomodam com um jogo levemente desengonçado e querem sentir o medo de dentro do pesadelo.

  • Abra-Cooking-Dabra: Mistura gostosa de Caos, Cozinha Mágica e Estratégia

    Abra-Cooking-Dabra: Mistura gostosa de Caos, Cozinha Mágica e Estratégia

    Confesso que não esperava ser fisgado tão rápido. Abra-Cooking-Dabra apareceu como uma surpreendente e deliciosa mistura de Overcooked com deck builders, gatos e um cardápio inteiramente britânico. E como eu gosto de todos esses ingredientes, não preciso dizer que adorei o que vi nestas primeiras horas de jogo.

    O grande barato está em enfrentar o relógio para atender pedidos completamente diferentes enquanto você gerencia a escassez de recursos e as prioridades da cozinha. A melhor parte? Abra-Cooking-Dabra entrega aquele mesmo senso de urgência e o pensamento estratégico que consagraram Overcooked, mas com uma diferença fundamental: a experiência foi desenhada para um único jogador. Sempre curti jogar Overcooked com amigos no sofá; sozinho, a brincadeira nunca me empolgou. Aqui, encarar e servir todos os pedidos que chegam ao restaurante é uma missão solo gostosa e incrivelmente desafiadora.

    Antes de tudo, aperte o play e sinta um gostinho da cozinha mágica de Abra-Cooking-Dabra:

    Trailer oficial de Abra-Cooking-Dabra – gameplay mostrando a rotina no restaurante, os clientes excêntricos do País das Maravilhas e a mistura de cartas com preparo de pratos.

    Sorte na cozinha

    Existe um elemento extra que muda completamente a forma de planejar: ao comprar pacotes de cartas, você nunca tem certeza se a carta que precisa realmente virá quando abrir o envelope. Isso adiciona uma camada bem divertida — e uma pitada de sorte — à estratégia.

    Em Abra-Cooking-Dabra, por mais organizado que você seja, é preciso considerar o imponderável. O jogo constantemente pergunta: você consegue se virar com o que tem agora?

    E não para por aí. Alguns clientes têm poderes especiais e podem bagunçar seu trabalho, congelando cartas, por exemplo. A batalha contra o primeiro chefe, inclusive, é muito legal: ela introduz surpresas e mecânicas que me fizeram insistir, tentando superar o desafio.

    Abra-Cooking-Dabra-gameplay Abra-Cooking-Dabra: Mistura gostosa de Caos, Cozinha Mágica e Estratégia
    Abra-Cooking-Dabra gameplay

    Pausa para respirar

    Algo que demorei para usar, mas que se tornou essencial, foi a pausa tática. Ao pausar o tempo, é possível mover cartas de lugar e iniciar processos — como picar cebola — sem que o cronômetro continue correndo. O tempo necessário para cada tarefa só avança quando você retorna ao fluxo normal. Um respiro estratégico que faz toda a diferença.

    O visual é agradável, as animações são caprichadas e a trilha sonora gostosa embala perfeitamente a correria na cozinha. E preciso destacar um ponto que, para mim, foi a cereja do bolo: encontrar Abra-Cooking-Dabra totalmente localizado para português do Brasil. Agora ninguém tem desculpa para ficar de fora.

    Nestas primeiras impressões, Abra-Cooking-Dabra me lembra o que sentimos ao encontrar aquela portinha escondida na rua que vende algo que gostamos muito de comer.

    O jogo está disponível na Steam por R$41,99 e no momento em que escrevo este artigo conta com 40% de desconto e saí por apenas R$25,19. Menos que um fast food questionável e infinitamente mais divertido. Se você procura um desafio solo que combina estratégia de cartas, caos culinário e gatos, fica a recomendação quentinha.

  • Sol Cesto: primeiras impressões – a sorte nunca foi tão bonita

    Sol Cesto: primeiras impressões – a sorte nunca foi tão bonita

    Poucos minutos dentro da caverna foram suficientes para que Sol Cesto me fisgasse com sua proposta. Estas são as minhas primeiras impressões de Sol Cesto, um roguelite tático que aposta na imprevisibilidade e acerta em cheio tanto na jogabilidade quanto na direção artística. Ainda é cedo para cravar qualquer veredito, mas a experiência inicial mostrou um jogo que entende muito bem o equilíbrio entre desafio, progressão e recompensa.

    Antes de continuar a leitura, vale a pena sentir a atmosfera do game. Veja a arte deslumbrante de Sol Cesto em movimento e entenda o sistema de combate por fileiras no trailer oficial.

    Trailer oficial de Sol Cesto — as cavernas sombrias, o grid de batalha e o balde que envia seu ouro de volta para a superfície.

    Voltando à jornada: logo de cara, a arte rouba a cena. O visual de Sol Cesto parece saído de ilustrações de livros antigos, com traços que transmitem mistério e uma leve atmosfera de terror/suspense. As animações seguem o mesmo padrão caprichado, e a trilha sonora só reforça essa vibe de exploração cautelosa — um verdadeiro espetáculo que já me conquistou na primeira run.

    Desafio viciante

    A gameplay é fácil de entender e difícil de dominar, como manda o bom roguelite. Você escolhe uma fileira no grid de combate e torce para que a sorte não coloque seu personagem em um ladrilho com um monstro ou uma armadilha venenosa.

    Aos poucos o jogo vai inserindo novos elementos, itens mágicos e maldições que mudam as probabilidades, e essa introdução gradual deixa tudo cada vez mais interessante. A sensação constante de risco faz cada decisão pesar — mas errar não é frustrante, porque a progressão está sempre presente.

    Um detalhe que merece destaque é o sistema de envio de moedas. Mesmo se você morrer, pode depositar antes o ouro conquistado em um balde preso a uma corda, que é içado como em um poço. O dinheiro chega ao “lobby” inicial, onde compramos novos personagens e itens modificadores para as runs seguintes. Essa mecânica, além de engenhosa, alivia a pancada da derrota e mantém o ritmo de progresso, algo que contribui diretamente para estas primeiras impressões de Sol Cesto serem tão positivas.

    Desbloqueando personagens

    Até agora derrotei apenas o primeiro chefe, mas o encontro foi tenso na medida certa e incrivelmente satisfatório quando finalmente caí por terra. Já desbloqueei três personagens e, por enquanto, o cavaleiro é o meu favorito — mas ainda há muito chão (ou melhor, caverna) pela frente.

    A variedade de personagens e os “dentes da estátua de pedra” (que mudam as regras do jogo) prometem runs bem diferentes, e essa sensação de ter sempre algo novo a descobrir é o que tornou as primeiras horas em Sol Cesto tão viciantes.

    Recomendo que você dê uma chance a este indie. As minhas primeiras impressões de Sol Cesto mostram um roguelite tático com personalidade de sobra, arte lindíssima e um loop de jogabilidade que vicia bastante — especialmente se você curte o gênero e não se importa de colocar um pouco de fé na sorte.

    O game já está disponível no Steam por R$44,49 e, pelo que vi até aqui, o investimento se paga com algumas boas horas de exploração subterrânea.

  • We Are OFK Análise

    We Are OFK Análise

    No último fim de semana, me deu aquela saudade do meu Nintendo Switch. Aproveitando a bagunça controlada de reorganizar as TVs de casa, finalmente reservei um tempo para voltar a explorar o console da Nintendo com calma. Navegando pela minha conta, notei alguns games que comprei no passado e, por uma razão ou outra, nem cheguei a abrir. Um deles era We Are OFK. Lembrei na hora do hype que me deu ao ver o trailer antes do lançamento e pensei: “é agora”. Para minha grata surpresa, o game me fisgou com pouquíssimo tempo de jogo, e é sobre essa experiência que vamos falar nesta We Are OFK análise.

    Disponível para PC via Steam, PlayStation 4, PS5 e Nintendo Switch (versão analisada), o jogo é uma aventura narrativa que gira em torno de um grupo de amigos que enfrentam desafios pessoais importantes em suas vidas, mas que estão intrinsecamente conectados pela música e pelo sonho de formar uma banda.

    We-Are-OFK-analise-gameplay We Are OFK Análise
    We Are OFK análise gameplay

    Texto e música afinadíssimos

    O grande destaque para mim é, sem dúvida, a qualidade da narrativa. Os personagens são bem desenvolvidos, têm uma profundidade que cativa e enfrentam desafios de vida bastante palpáveis. Isso dá uma credibilidade imensa à história, que também explora, com muita sensibilidade, questões de identidade. Para ser honesto, o texto aqui é melhor do que alguns programas de TV que tenho tentado assistir. A coisa foge do óbvio; nem tudo precisa ser explicado com todas as letras, e algumas questões são deixadas deliberadamente subentendidas, o que demonstra um respeito enorme pela inteligência de quem joga. É raro encontrar uma análise de We Are OFK que não destaque esse amadurecimento na escrita.

    Outro ponto alto está na qualidade das músicas. Para um game narrativo que se debruça sobre o tema “banda”, a expectativa em torno da trilha sonora é gigantesca. Felizmente, o game não decepciona em nenhum momento. A trilha é muito boa, e cada episódio contempla uma música do EP da banda virtual, que, aliás, tem diversos trabalhos disponíveis nos streamings de música de verdade.

    Visualmente, o jogo é um acerto. A identidade artística adotada dialoga perfeitamente com o que está sendo proposto pela narrativa, criando uma atmosfera única e envolvente. O áudio é, sem dúvida, outro pilar fundamental. A qualidade da dublagem dos personagens é altíssima, um trabalho muito bem feito. Em um game onde a “gameplay” se resume a escolher diálogos em menos de 10 segundos, a dublagem é essencial para a imersão, e felizmente, ela não decepciona.

    We-Are-OFK-analise-gameplay-texto We Are OFK Análise
    We Are OFK análise gameplay seleção de texto

    Fora do tom

    No entanto, isso me traz ao maior deslize do game, que não poderia ficar de fora de uma honesta análise de We Are OFK: ele não foi localizado para o Português do Brasil. Mesmo hoje, em fevereiro de 2026, o jogo está apenas em inglês. Isso, sem dúvida, limita e muito seu alcance de público aqui no Brasil. As conversas por mensagem de texto, por exemplo, exigem uma leitura rápida e dinâmica, o que pode ser um empecilho para quem não tem tanta fluência no idioma.

    Se a barreira do idioma não for um problema para você, eu recomendo demais We Are OFK. É uma delícia de aventura, que me prendeu na frente da TV com uma força muito maior do que algumas das atuais séries de streaming que tentei assistir recentemente. É uma experiência única e emocionante.

    Abaixo, seguem mais detalhes do jogo:

    Sobre este jogo (via Steam):
    A banda pop indie OFK conta a história de como quatro amigos conseguiram lançar seu disco de estreia sem precisarem lançar os telefones na parede de raiva. É uma série interativa sobre a formação do grupo, abordando sonhos, encontros e como pagar o aluguel em Los Angeles. A trama segue Itsumi Saito, que acaba de se mudar para o Centro e de terminar um longo relacionamento, decidida a ir fundo no seu sonho de vencer no mercado musical. We Are OFK é uma série narrativa interativa com muitos debates sobre letras de músicas, trocas de mensagens tristes e vídeos musicais interativos!

    Principais características (via PlayStation Store):

    • As vistas: Viva a vida de uma musicista tentando realizar seu sonho e visite locais originais de Los Angeles.
    • A sonzera: Interaja com cinco episódios da série animada, que trazem cinco clipes interativos com faixas de estreia tocadas pela banda OFK.
    • As pessoas: Envolva-se com mensagens emocionais, troque muitos memes e emojis, e ainda interaja em diálogos dublados por um elenco estelar.
  • Análise No Longer Home: Uma Despedida Nostálgica e Profundamente Pessoal

    Análise No Longer Home: Uma Despedida Nostálgica e Profundamente Pessoal

    Fazer uma análise de No Longer Home é como revisitar um diário cheio de memórias boas e sentimentos complexos. Levei pouco mais de duas horas para concluir a campanha, e saí da experiência com um misto de saudade e reflexão. Este jogo, de forma exemplar, me fez sentir uma pontada de saudade do sul de Londres. Há alguns anos, morei e estudei exatamente nessa região da Inglaterra, e foi inevitável não me identificar com o cenário e, principalmente, com os dilemas humanos apresentados. Em muitos aspectos, esta análise de No Longer Home é também um reencontro com sensações de uma época passada da minha vida.

    Como descrevem os desenvolvedores Hana e Cel, No Longer Home é um jogo semiautobiográfico sobre abrir mão da vida que você construiu. Acompanhamos Bo e Ao, dois estudantes não binários, enquanto empacotam suas vidas em um apartamento no sul de Londres. A iminente separação, forçada por questões de visto, serve como pano de fundo para explorar temas densos e atuais: racismo, solidão, questões de gênero, imigração e as expectativas familiares. Esta análise de No Longer Home deve destacar como o jogo brilha justamente por abordar assuntos tão sérios com uma naturalidade tocante, inseridos no ritmo lento do dia a dia.

    Contemplar e refletir

    E aqui chegamos a um ponto crucial desta análise de No Longer Home: seu ritmo deliberadamente contemplativo. A jogabilidade se resume a explorar o apartamento, interagir com objetos cheios de significado e observar conversas íntimas. É uma experiência que captura com perfeição a vibe incerta e melancólica da transição entre o fim da graduação e o início da suposta “vida adulta”. Para os amantes de narrativas imersivas, é ouro puro. No entanto, é justo o aviso: o andamento é lento e pode afastar jogadores mais impacientes em busca de ação.

    Outro ponto importante desta análise de No Longer Home é um alerta para o público brasileiro: a versão que joguei, pela Epic Games Store (para PC), não possui localização para português do Brasil. Considerando que se trata de um jogo profundamente narrativo e textual, isso pode representar uma barreira significativa para parte do público nacional.

    Veredito Final desta Análise de No Longer Home:

    No Longer Home é uma boa narrativa para quem não teme embarcar em uma experiência introspectiva e emocional. Ele transforma o comum em extraordinário, encontrando a magia do dia a dia. É um jogo sobre encontrar beleza no cotidiano e aprender a lidar com despedidas. Se você está disposto a ceder ao seu fluxo tranquilo e se conectar com histórias reais e personagens autênticos, esta jornada vale a pena.

    No Longer Home está disponível para PC (via Epic Games Store, Steam e GOG) e também nos consoles PlayStation 4 e 5, Xbox (One e Series S/X) e Nintendo Switch. Nossa análise de No Longer Home foi realizada com a versão para PC da Epic Games Store.

  • Nobody Nowhere: Anime e Pixel Art em uma Narrativa Sci-Fi Cativante

    Nobody Nowhere: Anime e Pixel Art em uma Narrativa Sci-Fi Cativante

    Estou explorando Nobody Nowhere no PC via Steam, e o jogo já me conquistou pela atmosfera única. Desenvolvido pela Tag:hadal, ele apresenta uma fusão visual interessante: anime e pixel art em uma narrativa sci-fi cativante. A ambientação em 2079 cria um cenário distópico que convida à imersão.

    Identidade Visual Harmoniosa

    O que mais me impressionou foi como o jogo equilibra cutscenes em estilo anime com gameplay em pixel art 2D.

    Os personagens têm designs expressivos típicos de animes, enquanto os cenários de exploração mantêm uma estética pixelizada coerente.

    Apesar de não serem extremamente detalhadas, as sprites criam uma composição visual agradável que funciona muito bem como conjunto.

    Essa combinação de anime e pixel art em uma narrativa sci-fi cativante é sem dúvida um dos maiores trunfos do título.

    Gameplay Narrativa com Toques Interativos

    Embora classificado como aventura narrativa, Nobody Nowhere evita ser uma visual novel pura. Nas minhas primeiras sessões:

    • Explorei laboratórios em side-scrolling
    • Interagi com objetos para descobrir pistas da trama
    • Enfrentei puzzles simples mas inteligentes (como os que representam processos mentais)
      A história centrada no replicante Julian e no enigmático Dr. Gaia Bryan aborda temas de identidade e ética científica de forma envolvente.

    Pontos Relevantes

    Como apreciador de sci-fi e estética japonesa, valorizo especialmente:
    ✓ A atmosfera cyberpunk coerente
    ✓ A progressão narrativa bem ritmada
    ✓ A integração entre arte e temática
    Porém, ressalto que o foco absoluto na história pode limitar o apelo a quem busca ação constante.

    Acesso ao Vídeo de Gameplay
    Registrei minhas primeiras impressões práticas em vídeo:

    Explorando o laboratório inicial, interações com objetos e primeiros diálogos com Gaia Bryan

    Limitação de Idioma
    Um alerta importante: não há localização em português brasileiro. Como o jogo é intensamente textual, isso pode ser uma barreira significativa. Minha experiência foi toda em inglês.

    Para fãs de narrativas como The Red Strings Club, Nobody Nowhere traz uma proposta indie válida na Steam. Se você busca histórias com alma e visuais inspirados, é uma aposta certeira – desde que o inglês não seja uma barreira.

    Nobody Nowhere está disponível na Steam para PC .

  • Primeiras impressões de Mika and the Witch’s Mountain no Playstation

    Primeiras impressões de Mika and the Witch’s Mountain no Playstation

    O estúdio espanhol Chibig traz a sua mais nova aventura para os consoles Playstation e Xbox. O game chegou hoje e vamos compartilhar com você as nossas primeiras impressões de Mika and the Witch’s Mountain.

    Em Mika e a Montanha da Bruxa acompanhamos a jornada da garotinha Mika, de 14 anos, que deseja se tornar uma Bruxa. Ela chega ao topo da montanha de carona na vassoura de sua mãe, um bruxa experiente.

    Sua primeira missão é entregar sua carta de recomendação para Olagari. A bruxa anciã e guardiã do farol estrelar é a responsável por passar adiante os segredos da magia arcana na Monte Gaun.

    A mestre das bruxas parece não ter gostado muito da carteirada de Mika e decide a empurrar montanha a baixo numa espécie de teste ou lição, ainda não está claro para mim.

    O caminho de volta ao topo

    E é quando Mika chega ao pé da montanha que o caminho da nossa aventura fica um pouco mais claro. Logo no começo encontramos a artesã Allegra, uma dessas pessoas incríveis que está sempre disposta a ajudar quem precisa.

    Allegra oferece ajuda para consertar a vassoura que se quebrou na queda e neste processo descobrimos que a atual vassoura de Mika é a versão mais simples e não tem nenhuma condição de retornar ao topo da montanha.

    Mika-and-the-Witchs-Mountain-gameplay Primeiras impressões de Mika and the Witch's Mountain no Playstation
    Mika and the Witch’s Mountain gameplay

    Mika precisa retornar para o topo e o único caminho é fazer o upgrade de vassoura. No entanto é necessário dinheiro e a única forma de conseguir esse dinheiro é ocupando a vaga no trabalho de entregas que está livre no vilarejo.

    E desta forma está instalada o ciclo da gameplay de Mika and the Witch’s Mountain. Que é basicamente fazer entregas de vassoura na ilha enquanto conhece seus interessantes habitantes e as belezas do lugar.

    O jogo é muito bonito, tem um visual colorido e por motivos óbvios é fácil trazer a influência do Studio Ghibli e sua obra “O serviço de entregas de Kiki”.

    A história é contada num tom leve que de alguma forma lembra animação infantil e ajuda a dar uma vibe “cozy game” para coisa.

    Os personagens me pareceram interessantes não só pelo visual mas alguns apresentaram questões interessantes. E sinceramente não vejo a hora de avançar no game para entender melhor as motivações de alguns deles.

    Uma ilha inteira para explorar

    Os habitantes são peças importantes, mas não podemos deixar a ilha em segundo plano. Uma vez que ela é muito bonita e nos convida a explorar cada pedaço.

    Outro bom motivo para explorar é minha busca pelos colecionáveis em forma de pequenas estatuetas. A gente pode usa-los para comprar itens como novos trajes para Mika ou chaveiros para a vassoura.

    A narrativa está ligada ao desejo de Mika se tornar uma bruxa, mas para realizar isso ela precisa encontrar uma forma de retornar ao topo da montanha.

    O caminho que ela encontrou foi recuperar sua vassoura com a artesã Allegra e começar a fazer entregas. Greff o seu novo chefe é quem administra essa empresa.

    Mika-and-the-Witchs-Mountain-gameplay-PS5 Primeiras impressões de Mika and the Witch's Mountain no Playstation
    Mika and the Witch’s Mountain gameplay

    Em um primeiro momento a ideia era só conseguir dinheiro para comprar uma vassoura melhor, mas depois Mika foi convencida da importância de ajudar as pessoas do vilarejo.

    As entregas recebem notas de seus clientes, Mika só recebe o pagamento por ela se a nota for verde. O detalhe é que alguns itens não podem ser molhados, outros são frágeis e alguns tem um prazo curto para serem entregues, como um sorvete por exemplo.

    De forma geral este não é um jogo estressante, o maior desafio é se adaptar com o controle enquanto voo na vassoura. Ele se mostrou pelo menos neste começo um pouco difícil de dominar.

    As primeiras impressões de Mika and the Witch’s Mountain são boas, eu gostei do que vi até agora e confesso que o universo e a narrativa me deixaram com o desejo de ver mais.

    Assim que eu terminar o jogo eu volto com a análise completa do game. Estou jogando no Playstation 5 com uma cópia gentilmente cedida pelo estúdio. Agradeço pela confiança em nosso trabalho.

  • Primeiras impressões de Arken Age – PSVR2 e PCVR

    Primeiras impressões de Arken Age – PSVR2 e PCVR

    Arken Age é uma aventura em realidade virtual em um mundo de fantasia chamado Abismo biológico (Bio Chasm). O game será lançado no próximo dia 16 de Janeiro para PSVR2 e PCVR. Nós já jogamos algumas horas e vamos contar nossas primeiras impressões de Arken Age.

    Fiquei animado ao ver a logomarca da Vitruvius VR, desenvolvedora do game, aparecer de forma nítida no headset. Isso já diz algo sobre a qualidade gráfica que iremos encontrar.

    Arken-Age-Modos-Graficos Primeiras impressões de Arken Age - PSVR2 e PCVR
    Arken Age – Modos Gráficos no PSVR2

    A novidade na área visual fica pelo game oferecer dois modos gráficos no PSVR2. O modo desempenho que roda à 90FPS nativos e o modo Qualidade que roda à 120 FPS reprojetados, em uma resolução maior. Escolhi aceitar a recomendação dos desenvolvedores e fiquei com o primeiro.

    Após uma primeira cutscene em que recebemos um pouco do contexto daquele universo e de nosso personagem, o “desvinculado”, começamos o tutorial na pequena torre em que nos encontramos.

    O tutorial está confinado a esta torre e nos mostra muitas coisas sem ser maçante. Logo no primeiro contato ficam claras as possibilidades de customização de armas por exemplo, tanto no sentido funcional quanto no estético.

    Precisamos encontrar projetos para poder instalar as modificações nas três armas à nossa disposição: espada, arma leve e arma pesada.

    Contamos com bots de inimigos para testarmos as armas assim que elas nos são apresentadas. E se for preciso, podemos repetir as ondas de inimigos até nos familiarizarmos com o uso das armas em combate.

    VR levado a sério

    Arken-Age-Combate Primeiras impressões de Arken Age - PSVR2 e PCVR
    Arken Age – Combate – PSVR2 – PCVR

    As mecânicas que aprendemos na torre me dão a sensação de que o game é “VRAF” (“VR para caraleo” em tradução livre). Encontrei Interações variadas e satisfatórias ao longo do tutorial.

    Usar aquelas paradas que saem do nossos pulsos para escalar é absolutamente satisfatório. E não é só sobre o movimento que fazemos com os punhos para ativa-las. É também sobre o feedback que o game te dá, pelo som, pelo visual e também pela vibração dos controles.

    Ainda na torre somos introduzidos ao tablet, que me lembrou o de Alien Rogue Incursion, e aparentemente oferece mais possibilidades.

    Ao sair da torre e ir para a primeira fase no portão do Abismo biológico, começo a ver um pouco mais deste universo.

    Há algo nas minhas primeiras impressões de Arken Age que me remete a Avatar, talvez seja a conexão com a natureza, ou os corpos alienígenas que de alguma forma lembram o humano.

    Arken-Age-Bio-Chasm-Gateway Primeiras impressões de Arken Age - PSVR2 e PCVR
    Arken Age – Bio Chasm Gateway

    Mesmo jogando no nível normal, os inimigos demonstram algum desafio durante o combate. Depois de identificar minha presença tendem a tomar uma postura agressiva.

    Simultaneamente tendem a usar cobertura quando disponível, e sempre tentam reduzir a distância para iniciar combate corpo a corpo.

    Colecionando informações

    Em todas as fases, incluindo a torre do tutorial, há uma espécie de colecionável verde. Quando todos de uma área são coletados é revelado um pequeno trecho da história daquele universo no tablet.

    Essa busca fica mais fácil se você encontrar o corpo do cartógrafo e absorver a energia dele. Depois disso o tablet mostra a direção e a distância em que estes colecionáveis estão.

    Há também memórias espalhadas, que são uma espécie de log de áudio, que nos contam mais sobre aquele universo e curiosamente parecem um cérebro encapsulado.

    Estes foram alguns dos fatores que me incentivaram a explorar cada canto das três primeiras áreas do game.

    As primeiras impressões de Arken Age são muito boas e acho que 2025 não poderia começar melhor para o jogador de realidade virtual.

    Dia 16 tem o lançamento do game e pode ter certeza que traremos a análise completa do game.

    Eu tive minhas primeiras impressões de Arken Age com uma cópia de avaliação gentilmente cedida pelo estúdio. Agradeço pela confiança em nosso trabalho.

  • Pirates VR Jolly Roger – Pirata do Caribe

    Pirates VR Jolly Roger – Pirata do Caribe

    Você acaba de chegar a uma remota e assustadora ilha do Caribe para tentar encontrar o lendário tesouro de Davy Jones. Pirates VR Jolly Roger promete entregar uma aventura pirata emocionante com tesouros, armadilhas, inimigos, mistérios e muito mais.

    A desenvolvedora Split Light Studio lança no dia 14 de Janeiro Pirates VR Jolly Roger para PC VR via Steam. E já confirmou que há uma versão do game para PSVR2 em desenvolvimento, prevista para chegar entre abril e junho deste ano.

    Em Pirates VR nossa missão é sobreviver a todos os perigos que a jornada em busca do tesouro em uma ilha amaldiçoada irá trazer.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Praia Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Praia

    Felizmente temos a companhia de nosso papagaio pirata, que não perde uma oportunidade para fazer piada nossa cara, mas também dá dicas úteis ao longo da campanha.

    Ao chegarmos a praia o game começa a inserir suas mecânicas básicas. O detalhe aqui é que a primeira impressão é muito boa, porque visualmente falando o game agrada.

    A ilha caribenha é convincente e os gráficos estão nítidos no headset. Os visuais no geral são bons, eventualmente encontrei uma ou outra textura que deixou a desejar, mas não compromete a experiência.

    Aventura diversa

    Eu levei 4hs para terminar a campanha que é bem linear. No entanto ela é diversa porque mistura coisas como quebra cabeças, escaladas, combate, luta contra chefe e exploração de baixo da água.

    O game oferece também dois desafios: de escalada e arremesso de machado. Para desbloquear ambos é necessário ter moedas de ouro e objetos preciosos o suficiente.

    Estes podem ser encontrados espalhados pelos cenários e são um incentivo para abrir todos baús, quebrar vasos, abrir tumbas e explorar cada canto do game.

    O início da campanha foca em explorar a praia em busca de um caminho para as cavernas onde o tesouro está escondido. No inicio só escalamos, nadamos, aprendemos a usar o inventário e a juntar partes para criar ferramentas úteis.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Prisao Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Prisão

    Ao avançarmos para dentro da caverna somos apresentados à lanterna que além de iluminar o caminho tem poderes mágicos. Ela pode mostrar símbolos ocultos e não visíveis a olho nu e também atacar mortos vivos que habitam as áreas mais escuras da ilha.

    Só mais para a metade do game é que finalmente encontramos um revolver antigo. Temos apenas um tiro antes de precisar recarregar a arma. Foi um pouco estranho no começo, mas depois de um tempo eu já estava acostumado.

    Felizmente os desenvolvedores simplificaram o processo e basta levar o revolver a região da cintura em que estão armazenadas as munições para recarregar.

    Falando em armazenamento, ao segurar o botão do controle ele abre nosso inventário, que inclui os espaços de acesso rápido em que armazenamos a arma e lanterna.

    Guardando itens

    Além dos coldres nas laterais da cintura, também podemos acessar itens de forma rápida sobre os ombros.

    Apesar de Pirates VR Jolly Roger ter implementado bem a mecânica de escalar. Eu fiquei com a sensação de que para todo o restante a coisa é um pouco desengonçada.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Caverna Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Caverna

    Demorei um tempo para me acostumar com o disparo da arma que para mim parecia ter um certo atraso. Além disso, a posição em que era preciso segurar o controle para mirar o disparo é pouco usual.

    Ao longo do game a interação com alavancas e o simples ato de coletar objetos também são desengonçados. No entanto, eles não comprometem a experiência, dado que esse tipo de coisa é de alguma forma esperada para jogos indies.

    O que me causou alguma frustração nesta área foi o combate corpo a corpo. Usei o machado e mais tarde uma espada de um inimigo e coisa não fluiu muito bem. Tanto que acabei ficando nas armas de fogo para resolver os combates que surgiram.

    Como uma boa jornada de Pirata do Caribe, ela conta também com armadilhas, enigmas e quebra cabeças. E no geral achei o nível de dificuldade nesta área adequado.

    A luta contra o chefe é legal, o encontramos em dois momentos e seu desafio é moderado. Para ser sincero não acho que este seja um game difícil. Mesmo optando pelo combate com arma de fogo na maior parte do game, não faltou munição. Assim como não faltaram maçãs para recuperar vida e óleo para a lanterna.

    A narrativa aqui se resume a clássica história de pirata, não tem nada de novo. Por isso, a ausência de legendas em nosso idioma não deve fazer tanta falta.

    Papagaio “quinta série”

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Camaras Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Papagaio de pirata nas câmaras

    As interações e menus são de alguma forma intuitivos para quem já joga vídeo game há algum tempo. No entanto, algumas dicas e piadas do papagaio são uma perda importante, já que o áudio do jogo está apenas em inglês.

    Falando em áudio ele cumpre o necessário, mas notei que deu uma escorregada quando o som de passos na areia se manteve enquanto eu caminhava num terreno coberto de água no inicio do jogo.

    Eu gostei do ritmo do jogo, ele vai introduzindo complexidade aos poucos. Mas confesso que no início a coisa está mais para um walking simulator que um game de ação.

    O combate demora para aparecer e é inserido em camadas, primeiro com a lanterna, depois com a arma de fogo. Acho que isso pode frustrar os jogadores mais ávidos por ação.

    Eu joguei a versão de PC VR via Steam usando meu PSVR2 e não pude deixar de notar a ausência do feedback tátil dos gatilhos adaptáveis e na cabeça. Espero que os desenvolvedores incluam estas adições na versão de Playstation VR 2, porque elas elevam a imersão.

    Pirates-VR-Jolly-Roger-Templo Pirates VR Jolly Roger - Pirata do Caribe
    Pirates VR Jolly Roger – Combate no templo

    Vale a pena?

    Pirates VR Jolly Roger é uma aventura pirata emocionante que mistura ação, quebra cabeças, combate e exploração em VR em um universo muito bonito.

    As quatro horas de campanha foram agradáveis e mesmo que o jogo seja um pouco desengonçado para algumas coisas, eu o recomendo.

    Pirates VR Jolly Roger é sem dúvidas a forma mais rápida e divertida que conheço de me colocar na pele de um pirata do Caribe.

    Eu realizei a análise do game com um cópia de avaliação gentilmente enviada pelo estúdio. Agradeço a confiança em nosso trabalho.